Neste post pretendo abordar de maneira ainda que superficial uma das mais famosas aberturas do Xadrez, a abertura Ruy Lopez, jogada por todas as categorias, desde os mais iniciantes até os mais experientes.

Sua História
“A Ruy lopez, também é chamada de abertura espanhola, devido a nacionalidade de Luíz Ramirez Lucena e Ruy Lopez, que foram os primeiros a analisá-las mais a fundo.
O padre Ruy Lopez de Segura, um dos mais fortes jogadores da Espanha, visitando a Itália em 1559, mostrou-se superior aos principais enxadristas de lá. Nessa ocasião, teve oportunidade de ver o livro de Pedro Damiano, português radicado na Itália, manifestando sobre ele opinião desfavorável.
Decidiu-se, então, a escrever seu próprio livro, o que efetivamente fez, publicando o Libro de la Invención Liberal y arte del juego de del Axedrez em 1561, o qual segundo Edward Lasker - “representa indiscutivelmente o primeiro compêndio que oferece aos jogadores de xadrez informações de substância.”. Nessa obra, ele cita como adequada para as brancas a abertura que tomaria o seu nome.
Em seus primeiros tempos, ela visava basicamente atacar de forma indireta o peão negro de e5, não sendo muito do agrado dos jogadores. Só em fins do século XIX, com o aprimoramento da estratégia, passou a ser adotada com maior frequência, pois já não bastava jogar um gambito e atacar o adversário até dar mate. Fazia-se necessário ensaiar algo mais sólido, mais rico em planos, e fui justamente ai que Ruy lopez começou a tomar o lugar das aberturas praticadas até então. Atualmente ela e a mais utilizada das aberturas abertas.
Somente deve ser adotada por jogadores que tem aversão a dogmas e amam o dinamismo e a luta, sendo uma fonte inesgotável de idéias, dando margem a uma ampla variedade de planos, nos quais a solidez posicional e a agudeza tática se entrelaçam em completa harmonia.
Praticamente todos os campeões mundiais, bem como a grande maioria dos jogadores, têm feito da Ruy Lopz uma importante arma em seu repertório de aberturas.”
Bibliografia
Pereira Batista, Gérson e Cintra Borges, Joel - O Espírito da Abertura - 2ª edição - Editora Ciência Moderna - 2006