Pequenas invenções milionárias
Dizem que a força motriz do empreendedorismo está nas novas ideias e na capacidade de enxergar à frente e descobrir uma grande necessidade de consumo. Mas nem sempre isso é possível, e desdobrar-se em processos criativos pode ser um ato errôneo e frustrante. O que muitos inventores provaram é que a grandiosidade não está na descoberta ou na complexidade de algo, e sim em como você transforma pequenos insigths em um produto com potencial de comercialização. Veja só alguns inventos aparentemente irrelevantes, mas que originaram grandes mercados e revolucionaram nosso dia a dia.
“A única maneira de fazer uma coisa é começar a fazê-la”
Em 1891, a imprensa dizia que nada mais podia ser feito para lacrar garrafas. Mas William Painter abraçou o desafio e desenvolveu uma tampinha em coroa resistente à pressão. Como se não bastasse, ele ainda criou uma série de abridores para facilitar o uso do produto. A chamada “chapa” ou “coroinha” funcionou tão bem que a utilizamos até os dias de hoje. Com o sucesso nas vendas, Painter fundou a Crown Cork & Seal. Quanto ela lucra hoje? Cerca de US$ 6,5 bilhões por ano.
Ventiladores Spirit
Inspirado nas hélices de aviões, o Spirit foi desenvolvido pela empresa brasileira de design Índio da Costa para substituir aqueles enormes trambolhos de madeira por plástico reciclável. O Spirit gasta até 80% menos energia e ventila até 30% mais que os outros ventiladores. Além de ter recebido diversos prêmios de qualidade e design, a empresa cresceu 30% o ano passado.
Completely Automated Public Turing Test to tell Computers and Humans Apart
Hãm? Também não entendeu? Essa é a sigla para CAPTCHA, aquelas letrinhas bagunçadas que nos salvam do mal do século 21, o SPAM. Luis von Ahn, que desenvolveu a tecnologia com alunos da Universidade de Carnegia-Mellon, e John Langford, da IBM, dizem que a ideia partiu de livros escaneados que apresentavam pequenas deformações nas letras; por isso, a página precisava ser reconhecida e decodificada pelo computador. O primeiro cliente deles foi a Yahoo. Alguém tem dúvida de que essa invenção foi milionária?
Unindo o útil ao agrádavel
Em 1968, Spencer Silver desenvolveu um adesivo que podia ser colado e descolado. Empolgado, colocou o projeto embaixo do braço, saiu dando palestras e fez divulgação da ideia informalmente, mas sem obter sucesso num primeiro momento. Até que, em 74, seu amigo Art Fry, impaciente por causa de fichas colocadas na Bíblia que sempre se desprendiam, usou o adesivo para segurar as folhas. Silver adaptou a função, aproveitou a deixa e criou a 3M para comercializar o produto. Como divulgação, distribuiu algumas amostras em estados americanos. Em 2007, a empresa faturou somente no Brasil R$ 1,7 bilhão (com todos os produtos além do post-it). invenções.
Lacre de plástico
Eduardo Lima, um engenheiro do Rio de Janeiro, foi o inventor de um produto que vende cerca de 15 milhões de peças por mês. O lacre de plástico bolado por ele é usado em alimentos, placas do DETRAN e até em ogivas nucleares americanas. A família o julgou louco por ter investido dinheiro no produto há 40 anos, mas hoje há 50 modelos do lacre. Atualmente, a empresa é a maior do Brasil no ramo, e a quarta maior no mundo.
O grelhado de US$ 240 milhões
O ex-pugilista George Foreman, sem nenhuma noção de mercado empreendedor ou de marketing e administração, emprestou seu nome para um produto que já vendeu 80 milhões de unidades. Dizem por aí que é mais do que ele ganhou a vida inteira nos ringues. Claro que não foi ele quem inventou, mas o feeling para se juntar à empresa Salton, Inc. não pode deixar de ser considerado uma boa sacada.
Invenção de duplo uso
Quando os engenheiros Alfred Fielding e Marc Chavannes desenvolveram o plástico bolha, em 1957, nem imaginavam que hoje em dia passaríamos horas estourando bolinha por bolinha para aliviar o stress. Em 60, os dois fundaram a Sealed Air Corporation, que atualmente vende até joguinhos online com o plástico que é considerado um ícone pop.
Uma empresa que começou com US$ 230
Em 1901, King C. Gillete quis facilitar a vida dos homens criando um aparelho para fazer a barba que não precisava ser amolado e era portátil e fácil de ser usado. Mas como toda quebra de costumes é muito dolorida para a sociedade, o produto só foi dar certo quando distribuíram esses barbeadores para soldados na 1ª Guerra Mundial. Em 2005, a Gillete foi vendida para a Procter & Gamble por US$ 57 bilhões.
Agradecimentos: Resultson
Tags: empreendedorismo, idéias, inivações
