Novo iPod nano: hands-on e primeiras impressões

2 de outubro de 2008

O novo modelo do iPod Nano foi apresentado, como esperado, na terça-feira, por Steve Jobs, no Apple Event. O novo Nano (4G) apresentado pelo CEO da Apple tem novo design, é mais fino em espessura e alta resolução de imagem, segundo ficou demonstrado na descriação habitual do aparelho, a cargo de Jobs. A par da novidade na família do media player iPod, a Apple apresentou as alterações introduzidas com a versão 8.0 do iTunes. A empresa anunciou ainda que pretende colocar no mercado um modelo do iPod clássico com 120 gigas de capacidade de armazenamento.

O novo iPod nano é mesmo menor, mais magro e mais agradável de usar. Nas fotos podemos verificar que, em proporção com a mão do modelo o tocador é relativamente pequeno. O alumínio é liso, mas o clickwheel talvez seja um pouco liso demais, não é tão bom para segurar quanto o dos modelos anteriores. A interface é rápida e responde rápido – talvez até mais do que a versão gorda anterior do nano. A rolagem das capas dos álbuns no menu principal fica embaixo, não mais dos lados.

O acelerômetro é tão bom quanto no iPhone ou no iTouch. A posição paisagem é rapidamente detectada. As capas ficam ótimas na tela curvada. O Genius é bom e facilmente acessado – basta segurar o botão central do clickwheel. Rolar pelas músicas é rápido. No final das contas, ele é o que se espera de um iPod nano.

Comparações com a geração anterior As telas têm quase o mesmo tamanho. O novo nano tem espessura quase tão grossa quanto o anterior, mas a “afunilada” nas laterais dá um aspecto mais magro. As costas de alumínio são MUITO menos frágeis a riscos.

Uma entrevista com a Apple levantou estes fatos:

• É o iPod mais magro já feito, e o menor nano em volume;
• Preto (uma nova cor fosca) e prata têm clickwheels pretos;
• O rosa está de volta, e o vermelho é project product RED;
• Primeiro nano a carregar a bateria apenas por USB – antigos carregadores Firewire não funcionarão com o novo nano;
• Sacudida para ativar o shuffle não funcionará sem a tela ativa e o hold desligado;
• Orientação do clickwheel não muda quando você usa o acelerômetro para mudar para o modo paisagem.

Agradecimentos ao Gizmodo.

Caixa de Gadgets

2 de outubro de 2008

São duas versões bem legais para você ter em casa ou no escritório. Estas caixas de madeira são pequenas centrais de acessórios eletrônicos, coisas de papelaria e tranqueiras legais em geral. Um dos modelos tem caixas de som embutidas e dock para iPod, enquanto na outra existem 3 espaços para fotos. Possuem três compartimentos para guardar itens diversos e quatro furos para a entrada de cabos de carregadores. Dentro dele uma extensão com seis entradas e fio de 3 metros.

Agradecimentos ao Bem Legaus.

LHC – A máquina do tempo

2 de outubro de 2008

Parece que é desta vez que entrará em funcionamento o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC – Large Hadron Collider ou em português, grande colisor de hadrões. Orçado em 4 bilhões de euros, é a maior máquina do planeta, com um perímetro de 27Km de extensão e com um total de 9300 magnetos supercondutores no seu interior. Dentro de aproximadamente 48h, segundo muitos, a máquina do juízo final será finalmente ligada.

Não é somente o maior acelerador de partículas mas também um dos maiores sistemas criogénicos, em que a temperatura dos magnetos supercondutores será de aproximadamente 271 graus negativos, utilizando cerca de 10.080 toneladas de nitrogénio líquido e 60 toneladas de hélio líquido. No entanto, o LHC é também uma máquina de extremo calor, pois aquando da ocorrência da colisão de dois protões, será gerada uma quantidade de calor de cerca de 100.000 vezes a temperatura do núcleo do sol.

O LHC contará ainda com o maior sistema de detecção jamais construído. Terá que ser capaz de detectar e gravar cerca de 600 milhões de colisões de protões por segundo e medir o deslocamento de partículas e o tempo com uma precisão assombrosa. Para ter uma noção da resolução métrica e temporal, poderíamos dividir o metro em largos milhões e o segundo em largos bilhões, para igualar a capacidade do LHC.

Adicionalmente, um sistema desta magnitude terá que contar com a maior capacidade computacional jamais reunida. A quantidade de informação produzida por cada uma das grandes experiências efectuadas no LHC ocupará cerca de 100.000 DVDs de dupla camada por ano.

Entre muitas outras coisas, um dos principais objectivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares. Para isso irá contar com aproximadamente 2 mil físicos de 35 países e dois laboratórios autónomos, o JINR (Joint Institute for Nuclear Research) e o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire).

Alguns cientistas acreditam que este equipamento pode provocar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um buraco negro que acabaria por destruir a Terra. Inclusive está actualmente a decorrer um processo no tribunal do Hawaii que tenta impedir a experiência, até que hajam mais provas de que não existem riscos. Outros ainda acusam o CERN de não ter realizado os estudos suficientes de impacto ambiental. Outra teoria ainda é a de que poderia ocorrer a formação de strange quarks; possibilitando uma reacção em cadeia e geração de “matéria estranha”, que pode possuir a característica de converter a matéria ordinária em matéria estranha, gerando nova reacção em cadeia na qual todo o planeta seria transformado.

Apesar das alegações “catastróficas”, físicos teóricos de notável gabarito internacional como Stephen Hawking e Lisa Randall, além de vários outros físicos e engenheiros, afirmam que tais teorias são meramente absurdas e que as experiências foram meticulosamente estudadas e revistas, estando sob controle.

Entretanto, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, ele teria um tamanho milhões de vezes menor que um grão de areia, e não viveria mais de 1×10^-27 segundos pois, por ser um buraco negro, emitiria radiação e evaporaria. Mas, supondo que mesmo assim ele continuasse estável, continuaria sendo inofensivo. Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km/segundo) e em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direcção ao espaço. A única maneira de permanecer na terra seria se a sua velocidade fosse diminuída para 15 km por segundo. Supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro do planeta, devido à gravidade, mas continuaria a não ser ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um protão ele passaria pela terra sem tocar em nada (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), podendo encontrar um protão para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade actual do universo.

Informações adicionais e relatórios sobre a segurança do LHC tem obviamente sido produzidos e poderão ser consultados no CERN.

Veja abaixo mais imagens sobre o projeto: