Fortuna Imperatrix Mundi – Carl Orff

23 de setembro de 2010
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Letra e Tradução

FORTUNA IMPERATRIX MUNDI

FORTUNA IMPERATRIZ DO MUNDO

01. O Fortuna

O Fortuna
velut luna
statu variabilis,
semper crescis
aut decrescis.
vita detestabilis,
nunc obdurat
et tunc curat;
ludo mentis aciem,
egestatem,
potestatem
dissolvit ut glaciem.

Sors immanis
et inanis,
rota tu volubilis,
status malus,
vana salus
semper dissolubilis,
obumbrata
et velata
michi quoque niteris;
nunc per ludum
dorsum nudum
fero tui sceleris.

Sors salutis
et virtutis
michi nunc contraria,
est affectus
et defectus
semper in angaria.
Hac in hora
sine mora
corde pulsum tangite;
quod per sortem
sternit fortem,
mecum omnes plangite!

01. O Fortuna

Ó Fortuna
és como a Lua
mutável,
sempre aumentas
e diminuis;
a detestável vida
ore escurece
e ora clareia
por brincadeira a mente;
miséria,
poder,
ela os funde como gelo.

Sorte monstruosa
e vazia,
tu – roda volúvel –
és má,
vã é a felicidade
sempre dissolúvel,
nebulosa
e velada
também a mim contagias;
agora por brincadeira
o dorso nu
entrego à tua perversidade.

A sorte na saúde
e virtude
agora me é contrária.

e tira
mantendo sempre escravizado.
nesta hora
sem demora
tange a corda vibrante;
porque a sorte
abate o forte,
chorais todos comigo!

02. Fortune plango vulnera

Fortune plango vulnera
stillantibus ocellis
quod sua michi munera
subtrahit rebellis.
Verum est, quod legitur,
fronte capillata,
sed plerumque sequitur
Occasio calvata.

In Fortune solio
sederam elatus,
prosperitatis vario
flore coronatus;
quicquid enim florui
felix et beatus,
nunc a summo corrui
gloria privatus.

Fortune rota volvitur:
descendo minoratus;
alter in altum tollitur;
nimis exaltatus
rex sedet in vertice
caveat ruinam!
nam sub axe legimus
Hecubam reginam.

02. Choro as Feridas da Fortuna

Choro as feridas da fortuna
com os olhos rútilos;
pois que o que me deu
ela perversamente me toma.
O que se lê é verdade:
esta bela cabeleira,
quando se quer tomar,
calva se mostra

No trono da Fortuna
sentava-me no alto,
coroado por multicores
flores da prosperidade;
mas por mais prospero que eu tenha sido,
feliz e abençoado,
do pináculo agora despenquei,
privado da glória.

A roda da Fortuna girou:
desço aviltado;
um outro foi guindado ao alto;
desmensuradamente exaltado
o rei senta-se no vertice –
precavenha-se contra a ruína!
porque no eixo se lê
rainha Hécuba.

The Voca People

6 de maio de 2009
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Agradecimentos ao Danosse.COM

Orquestra Sinfônica do YouTube

16 de abril de 2009

O YouTube convocou, selecionou e organizou músicos amadores e profissionais de todas as idades, locais, e instrumentos para fazerem uma audição para a Orquestra Sinfônica do YouTube. Para participar, os músicos enviaram um vídeo no qual apresentavam a nova peça composta pelo compositor chinês Tan Dun para a ocasião.

Os músicos viajaram a Nova York em abril de 2009 para participar do encontro da Orquestra Sinfônica do YouTube, além de tocar no Carnegie Hall sob a regência de Michael Tilson Thomas.

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Mais detalhes em: http://www.youtube.com/symphony

Centenário de Carmen Miranda

4 de março de 2009

Conheça a história da artista mais marcante do Brasil no exterior

Carmen Miranda

Carmen Miranda pisou em Nova York como uma ilustre desconhecida. Com seu parco vocabulário em inglês, pareceu uma moça ingênua e deslocada aos olhos gringos. Ledo engano. Poucos meses depois, ela era não somente a maior estrela da Broadway como a artista mais bem paga do cinema norte-americano. Vestida de baiana, com bananas sobre a cabeça, a portuguesa de nascença – e só de nascença! – foi, e é ainda hoje, data em que completaria cem anos, o maior ícone da música e da cultura brasileiras no exterior.

Filha de um barbeiro com uma dona de casa, Maria do Carmo Miranda da Cunha veio para o Brasil com poucos meses de idade. E da janela de uma humilde pensão familiar, no número 13 da Travessa do Comércio, centro do Rio, se apaixonou pelo ritmo das ruas brasileiras. Cresceu em meio à boemia sambista, conheceu grandes compositores e intérpretes e nunca conseguiu se firmar em um trabalho “decente” – para os padrões do início do século, é claro. Vendeu gravatas e costurou chapéus, mas a mania de cantar durante o serviço lhe rendeu duas demissões.

Carmen Miranda

“Ainda bem”, ela pensou consigo mesma. O trabalho formal não era mesmo o negócio dela. E isso ficou evidente aos olhos do compositor e violonista Josué de Barros que, de passagem por uma festa no Instituto Nacional de Música, se apaixonou pela voz poderosa daquela menina de um metro e meio. Resolveu financiar cursos de dicção e canto, apresentá-la a gravadoras, agendar espetáculos. O auxílio luxuoso rendeu um contrato com a gravadora RCA e o posto de voz suprema do povo brasileiro. “A pequena notável”, como cunhou César Ladeira, um famoso radialista da época.

Depois de uma temporada de sucesso no Cassino da Urca, Carmen virou embaixadora do samba. Viajou pela América Latina, apresentou-se em Buenos Aires ao lado da irmã Aurora e, por fim, chamou atenção de Lee Schubert, empresário americano de trânsito na Broadway. A princípio, Schubert quis levá-la sozinha para os Estados Unidos. Mas ela, que não era boba nem nada, sabia bem que sem músicos brasileiros, não dava samba. E sabia bem também que era de sumo interesse da política getulista que o Brasil ganhasse espaço como potência cultural. Não à toa, o governo brasileiro financiou a ida do conjunto completo para os Estados Unidos.

Carmen Miranda

E lá, Carmen entrou para a história do mundo: foi o primeiro – e até hoje mais sólido – estereótipo da tropicalidade; foi a primeira artista do terceiro mundo a cravar o nome na calçada da fama; foi campeã de vendagem; foi a artista mais bem paga de Hollywood. Voltou para o Brasil com a bola toda, certa de que agora seria reconhecida como o talento mundial que se tornara, acreditava que o preconceito com o repertório popular que cantava fosse coisa do passado. Em parte, era. Houve quem falasse que a recepção magnífica, com direito a show para a primeira dama, fosse exagerada para uma cantora de samba. No dia seguinte da apresentação, que Carmen inaugurou com um singelo “Good night, people!”, as manchetes a chamavam de “americanizada”.

Foi o início da derrocada. Carmen nunca perdeu o talento ou diminuiu o ritmo de apresentações e gravações. Voltou aos Estados Unidos, ao cinema, à Broadway. Mas a rotina incessante de trabalho a deixava agitada durante a noite, sonolenta durante o dia. Carmen passou a dormir com calmantes e acordar com estimulantes. Passava mal com relativa frequência, sofria com um casamento que descambava em escândalos domésticos. Depois de seis meses de reclusão, voltou à ativa, como se nunca tivesse saído de cena. Mas a nova velha Carmen Miranda durou pouco. Em um programa de televisão, ela caiu de joelhos, com falta de ar e foi levada de volta à sua casa, em Beverly Hills. Naquela mesma noite, em 5 de agosto de 1955, morreu abraçada a um espelho.

Carmen Miranda

Por mais nostálgico que tenha sido o fim, pouco se lembra dessa imagem de uma Carmen Miranda abalada, destruída pelo trabalho, pelas pílulas e pelos amores complicados. Ela é até hoje a referência estética de um Brasil tropical, rico em cores e sons, de cultura viva e gritante. Aos cem anos, ela ganha uma mostra exclusiva na Cinemateca de Lisboa, uma empresa de conservação da produção cultural (Carmen Miranda Administração e Licenciamento, fundada por sua família), além de uma série de homenagens nas mais diversas mídias. Mas nem todas as homenagens são capazes de pagar a dívida que os brasileiros têm com essa artista, que desbravou a América do Norte e tornou nossa cultura e música referências globais.

Veja um vídeo clipe de uma de suas músicas mais conhecidas:

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Fonte: Onne

USA for África

15 de dezembro de 2008

USA for África (United Support of Artists for África), foi o nome sob o qual quarenta e cinco artistas norte-americanos, liderados por Harry Belafonte, Kenny Rogers, Michael Jackson e Lionel Richie, gravaram o compacto “We Are The World” em 1985. A canção alcançou a primeira colocação na parada de sucessos britânica em abril daquele ano.

A maioria dos lucros da empreitada foram para a USA For África Foundation, que usou-os para ajudar as vítimas da fome e doenças na África.

A gravação de uma apresentação ao vivo feita em 13 de junho de 1985 foi lançada no DVD do Live Aid em 8 de novembro de 2004.

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Agradecimentos

Wikipédia
USA for África

Playing for Change

10 de dezembro de 2008

…é o nome do movimento criado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo através da música.

Do premiado documentário “Playing For Change: Peace Through Music”, Stand By Me:

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Incrível, não?

Andy McKee – Guitarra

8 de dezembro de 2008

Tocar guitarra parece fácil quando ela se encontra nas mãos de Andy McKee. O americano toca guitarra desde os treze anos e não consta que dedique muito tempo diário ao aperfeiçoamento técnico. Prefere os videogames, confessa. Aos vinte e oito anos pode faltar-lhe já cabelo mas inspiração não lhe falta certamente. É o próprio quem refere uma lista enorme e variada de nomes que o inspiram fortemente: Masaaki Kishibe, Kotaro Oshio, Bjork, Crash Test Dummies, Dream Theater, Tchaikovsky, Eric Johnson, King Crimson, Victor Wooten, Peter Gabriel e ainda algumas bandas de Metal…

Foram precisamente as bandas de Metal as suas primeiras influências, como os Iron Maiden ou os Metallica. Mais tarde descobriu os virtuosos da guitarra eléctrica Joe Satriani e Steve Vai e mais tarde ainda os mestres do acústico da actualidade. Entre as suas maiores referências destaca Michael Hedges, Don Ross, Preston Reed e Billy McLaughlin. Muitos estilos e técnicas misturadas e condensadas no estilo pessoal e inconfundível de Andy McKee.

Veja o vídeo abaixo, e saiba porque Andy é considerado um mestre da atualidade.

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Piano hitech

14 de novembro de 2008


Beethoven virtual

 

Se você anda meio sem grana para comprar um piano de verdade (bem, eles custam meio caro mesmo), as luvas “Piano Hand Gloves” prometem repetir a experiência de um instrumento de verdade. Basta ligá-las a um amplificador e dedilhar em qualquer superfície.

As luvas possuem sensores na ponta dos dedos que são traduzidas como notas. Há oito instrumentos disponíveis. Elas vão custar US$ 92 e estão prometidas para breve no famoso site de gadgets “Want One of Those“ (Eu quero um desses).

 

 

Agradecimentos ao Blog Gadgets